domingo, 31 de julho de 2011

Não se esqueça de respirar, não se esqueça de respirar...


Eu escancarei a porta e lá estava ele, meu milagre pessoal.
Meus olhos acompanharam suas feições: 
o quadrado do queixo, a curva suave dos lábios cheios – 
agora retorcidos num sorriso -, a linha reta do nariz, o ângulo agudo das maças do rosto…
Deixei os olhos para o final, sabendo que, quando olhasse dentro deles, talvez perdesse o fio do pensamento. 

Eles eram grandes, calorosos como ouro líquido, e emoldurados por uma franja grossa de cílios escuros. 
Olhar seus olhos sempre fazia com que eu me sentisse extraordinária - 
como se meus ossos tivessem virado esponja. 
Eu também ficava um pouco tonta, mas isso devia ser porque eu me esquecia de respirar. 
De novo .


Stephenie Meyer

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